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Planejamento Sucessório

Inventário: o custo real de não planejar a sucessão

Entre ITCMD, custas, honorários e anos de espera, o inventário é o caminho mais caro de transmitir patrimônio. Veja o que está em jogo e as alternativas em vida.

27 de maio de 2026 · 2 min de leitura

Quando não há planejamento, a lei decide como o patrimônio passa para a próxima geração — e o instrumento dela é o inventário. Poucos processos são tão eficientes em consumir tempo, dinheiro e relações familiares.

Quanto custa um inventário

Os números variam por estado e por caso, mas a conta típica inclui:

  • ITCMD — o imposto estadual sobre herança, que em São Paulo é de 4% sobre o valor dos bens (e há propostas recorrentes de elevação das alíquotas máximas pelo país).
  • Custas judiciais ou emolumentos de cartório, calculados sobre o monte.
  • Honorários advocatícios, que em processos judiciais frequentemente ficam entre 6% e 10% do patrimônio.
  • Bens parados: enquanto o inventário corre, imóveis não podem ser vendidos e contas ficam bloqueadas — por meses no cartório, por anos na Justiça.

Somado, não é raro que a transmissão consuma mais de 15% do patrimônio — além do desgaste de uma família decidindo partilha sob luto.

O que o planejamento muda

Praticamente todos esses custos podem ser reduzidos — e alguns, eliminados — com instrumentos organizados em vida:

  • Doação com reserva de usufruto: o titular transfere a propriedade aos herdeiros ainda em vida, mas mantém o uso e a renda dos bens até o fim. O ITCMD é pago de forma planejada, muitas vezes em valores menores do que os praticados no futuro.
  • Holding familiar: a sucessão passa a ser das quotas da sociedade, com cláusulas de incomunicabilidade e inalienabilidade protegendo os herdeiros.
  • Testamento bem construído: organiza a parte disponível, reduz litígio e acelera o rito.
  • Seguro de vida: liquidez imediata para os herdeiros, fora do inventário, para pagar os custos da transição sem vender bens às pressas.

Planejar é decidir em vida

A diferença entre as duas rotas não é apenas financeira. No inventário, quem decide é o rito: prazos do juiz, avaliações do fisco, acordos possíveis entre herdeiros. No planejamento, quem decide é quem construiu o patrimônio.

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